Lançamento do novo site

Foi lançado no fim da passada semana o novo site do nosso escritório, que tem como objetivo atualizar e modernizar a maneira de que nos damos a conhecer aos nossos clientes e parceiros.

Este site é lançado no ano do nosso 80º aniversário, marcado também pela referência na nossa marca.

Fique a conhecer a nossa atividade e quem somos, através dos conteúdos que encontrar.

Caso queira comentar e apresentar sugestões, por favor contacte-nos através do endereço [email protected] ou através do seguinte formulário.

Esperamos que goste e que nos venha visitar frequentemente.

 

O que não fazer, ao proteger a sua Propriedade Intelectual

Ter realmente uma boa ideia é algo raro, mas conseguir mantê-la sua, pode ser complicado devido ao facto de o mercado ter passado também a inovar com base nas inovações alheias quando estas não estão devidamente protegidas, através de registos oficiais.

No mercado global, ser rápido a copiar ideias que não estão devidamente protegidas, tornou-se quase tão importante como ser bom a criar novas soluções. Estudos revelam que, em média, as inovações são copiadas em:

  • 3 a 4 meses na Europa;
  • 8 Semanas em Silicon Valey;
  • 4 Semanas na China e Coreia do Sul.

Elaborámos uma pequena lista de erros a não cometer quando aquela "boa ideia" surge ou quando uma nova marca é lançada no mercado:

Erro 1: O negócio é pequeno!

Grandes impérios nasceram de pequenos negócios. 99% do tecido empresarial português é composto por PME´s, sendo responsáveis por 60% do volume de negócios total.

Para crescer com sustentabilidade e não arriscar perder a competitividade, é imprescindível assegurar a exclusividade do negócio e garantir aos clientes que a empresa está segura no mercado.

Erro 2: Considerar a marca como um aspeto acessório do negócio.

A marca permite distinguir e dar confiança ao mercado. Só a marca registada impede outros de a utilizar abusivamente. A marca será sempre a identidade do produto, dando-lhe uma personalidade única.

Erro 3: Não proteger invenções como patentes, preferindo guardar segredo.

A melhor forma de proteger uma inovação é normalmente através do registo oficial. Num negócio os segredos raramente estão a salvo e existem diversos casos de funcionários que se apropriam dos segredos comerciais das empresas onde trabalham para uso em benefício próprio.

Erro 4: Não inovar porque não vale a pena!

Vale a pena inovar, ser criativo, ser diferente. O mercado aprecia e a rentabilidade compensa. Existem poucos casos em que a inovação que se consiga não possa ser protegida de algum modo, quer seja através de patente ou de um pedido de marca. Pedir aconselhamento especializado pode ser a diferença entre o não saber como proteger a sua inovação ou entre criar e manter um importante portfolio de Propriedade Industrial.

Erro 5: Considerar os direitos de propriedade Industrial um elemento isolado.

A empresa é dinâmica e todos os setores que a compõem estão incorporados de forma dinâmica. Por que motivo a proteção da inovação é um elemento à parte? Investigação & desenvolvimento, Marketing e Direitos de Propriedade Industrial são elementos cruciais na atividade de uma empresa e devem caminhar sempre em sintonia, criando valor para a empresa de forma integrada.

Erro 6: Comercializar marcas com a mentalidade do séc. XX.

A realidade mudou, agora é preciso compreender que esta é a era social das organizações e das marcas, por isso é importante construir diálogos relevantes com o mercado alvo, através de imagens fortes e influenciadoras. É preciso persuadir e potenciar as vendas com dinâmicas comunicacionais, só possível com marcas inovadoras e atuais.

Erro 7: Fazer tudo internamente.

Nos dias de hoje o outsoursing pode ser a opção mais eficiente e económica, permitindo uma extensão dos recursos humanos mas obtendo colaboração altamente especializada. Na Propriedade Industrial acontece o mesmo. Empresas que decidem proteger as suas inovações e as suas marcas sem os conhecimentos, as bases de dados e os apoios adequados, correm o risco de não verem atingidos os seus objetivos, tornando-se um alvo fácil para a concorrência. A legislação sobre Propriedade Industrial é confusa, dispersa e labiríntica, mas com o apoio de uma empresa especializada tudo funcionará como se de um colaborador se tratasse, sem encargos administrativos. Tudo é gerido e cuidado, sem correr o risco de perder um prazo ou deixar vulnerável um importante direito da empresa.

Erro 8: Considerar que não vale a pena gastar dinheiro em Propriedade Industrial.

Está provado que um elevado rácio (custos com Propriedade Industrial / Faturação) representa um significativo benefício, visibilidade e segurança, por ser uma garantia na proteção da imagem empresarial. Ao mesmo tempo que se evita imitações, a empresa protege os custos que teve na conceção da imagem, marcas, logotipos, etc. Caso a empresa comercialize através de marcas não registadas, e a marca seja usurpada pela concorrência, não só não se pode defender por meios legais, como terá que investir de novo recursos financeiros em nova imagem.

Erro 9: Comercializar sem registar marcas.

Subestimar a Propriedade Industrial não só implica perder a oportunidade de uma empresa se destacar da concorrência com consistência no futuro, como também implica o risco de comercializar produtos ou marcas que entrem em conflito com registos oficiais. Se isso acontecer a empresa será obrigada a retirar os seus produtos do mercado e poderá ter que pagar indemnizações.

Erro 10: Considerar que mesmo que haja concorrência desleal, não têm recursos financeiros para reagir.

As estatísticas provam que as imitações são em número muito inferior, quando o alvo a imitar está protegido. O facto de haver registo, e este estar sob vigilância de um especialista, permite sempre detetar registos semelhantes e prevenir a sua entrada no mercado. Por outro lado as reclamações e contestações são atos apresentados em defesa da posição do proprietário de um registo, sendo muito comuns e uma rotina para especialistas da área. Por isso são muito económicos e acessíveis a qualquer empresa, sendo o custo inexpressivo face aos riscos que representa a inação perante um imitador no mercado.